Mil corações/soneto

“Cebola que se despe e não amarga,

Camadas do romance de Hugo Almeida,

Raízes de carvalho e gameleira

Tudo se conecta e se entrelaça.

***

O que aparenta disperso se aclara

nas cartas e na rede de Renês;

pessoa parecida com parede;

minas de verdades essenciais.

***

Segregando nomes: Diana, Níobe;

os centímetros cúbicos do universo;

entranhas da humana cartografia.

***

Na gama dos sentimentos e das épocas,

jamais o olhar que destrua a alegria,

mas a luz e a magia do convívio.”

(Caio Junqueira Maciel, “Soneto desentranhado de Mil corações solitários”.)


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