Corações solidários

Comentários de leitores de H. A.

  • “Gostaria de lhe dizer o tanto que gostei de Mil Corações Solitários. A história é fascinante, intrigante, e foi me pegando aos poucos. Quando vi, já estava completamente envolvida. É daqueles livros que a gente termina e continua pensando nele. Tem uma coisa muito atemporal, mas, ao mesmo tempo, fala de questões muito presentes hoje. Gostei muito das personagens e, principalmente, desse jeito de misturar histórias e sentimentos sem deixar a leitura pesada. Pelo contrário: fiquei com vontade de continuar, de saber mais, de conversar sobre o livro. Enfim, amei. De verdade. Foi uma leitura que me deu muito prazer e que ficou reverberando em mim. Parabéns!”

    (Maria Beatriz Bretas, professora aposentada de Comunicação da UFMG.)

  • “Diversos prêmios, na década de 80, foram patrocina­dos e oferecidos por empresas ou instituições culturais. Sem­pre há uma revoada de prêmios. Desses, o romance Mil cora­ções solitários, de Hugo Almeida, 1988, surge com as principais características que diríamos dos anos 80 (multiplicação de fo­cos, clipes, visão crítica, invasão do cotidiano, rebeldia formal etc.) e mais projeções de uma personalidade literária original.”

    (Julieta de Godoy Ladeira, O desafio de criar – o sonho e o chão da palavra escrita.)

  • “A solidariedade [em Vale das ameixas] é o pano de fundo, o sonho de um mundo melhor, um texto religioso-socialista. Hino ao amor, um romance que toca a nossa sensibilidade do começo ao fim.”

    (José Newton Araújo, psicólogo e escritor, autor de Retalhos de fazenda. Belo Horizonte.)

  • “Fiz a primeira leitura de A vizinha das sete cordas para tomar pé dos contos (gostei, como sempre), mas me tracei a tarefa de ler de novo, agora para apreciar em detalhes cada conto, sem pressa. Depois farei comentários mais ‘calmos’ (seus livros não permitem leitor apressado), assim como estou navegando também sem pressa no seu site, curtindo os comentários sobre sua obra, desde o Globo da morte. Uma viagem e tanto!”

    (José Newton Araújo, psicólogo e escritor, autor de Retalhos de fazenda. Belo Horizonte.)

  • “A voz dos sinos é um livro único na crítica literária brasileira. Um livro primoroso, que certamente instigará o leitor a buscar o que ainda não conhece da obra de Osman Lins.”

    (Francisco de Morais Mendes, autor de A bala dos desarmados e de outros livros.)

  • “Quando pedimos a Hugo Almeida uma palavra para os leitores do Vida em Comum, imaginávamos uma reflexão sobre a escrita ou sobre a formação de um escritor. Hugo nos respondeu com uma lembrança de 1976, quando tinha vinte e três anos e acabara de publicar Globo da morte, seu primeiro livro de contos.”

    (Rebeca Rasel, “O tempo de uma frase”, Vida em Comum.)

  • “Acabei agora de ler o seu A vizinha das sete cordas. Gostei da unidade do estilo. As elipses e enigmas me deixaram às vezes no ar. Gostei muito do conto ‘Nas nuvens’ [o primeiro do livro] e da homenagem a Manuel Bandeira em ‘O poeta e a estrela da manhã’ [o último]. Parabéns! [Três dias depois]: Reli hoje alguns contos e o prefácio de Eltânia André, ‘Por quem as cordas vibram’; me dei conta de que não me exprimi bem na minha mensagem quando disse que me sentia no ar. Senti o que a autora do prefácio soube definir muito bem e que define bem o estilo dos seus contos: ‘Objeto contraintuitivo que surpreende e atrai pelo desafio, em que o interior e o exterior apontam para uma instância não delimitada; na escrita de Hugo Almeida o dentro e o fora emergem como enigmas. Coloca diante do leitor um campo gravitacional de especulações, no qual não há respostas nem saídas imediatas, mas um permanente questionamento e um contínuo desvendar […] de silêncios e evasões que falam mais do que o enunciado’ (chave elíptica/concisão e economia de meios estilísticos e semânticos – escrita enxuta e poética). Foi o que eu senti e não soube expressar.”

    (Paula Barbosa, professora. São Paulo.)

  • “Li a resenha que o Álvaro Cardoso Gomes escreveu de A vizinha das sete cordas. Que coisa impressionante. Gostei demais. Tenho gostado cada vez mais desse portal, A Terra é Redonda. Admirável. A resenha me fez perceber coisas do livro que também me ficaram muito fortes. Achei especialmente interessante essa ideia do ‘dentro’ e do ‘fora’ como espaços que, no fundo, revelam a mesma espécie de vazio e de desencontro. E também essa recorrência da viagem, da fuga, dos deslocamentos, como se os personagens estivessem sempre procurando alguma coisa que talvez nem saibam nomear.

    Talvez o que mais tenha me chamado a atenção no livro seja justamente essa combinação entre a economia da escrita e a densidade simbólica. Tudo parece muito simples na superfície, mas quase sempre há alguma coisa escondida por trás do gesto, do objeto, da situação. Lendo, fiquei várias vezes com a sensação de que era preciso voltar ao conto para tentar enxergar melhor o que estava acontecendo.

    E acho que isso estabelece uma continuidade muito bonita com o que já tinha percebido no romance Vale das ameixas. Mas senti aqui uma escrita ainda mais depurada, mais concentrada, quase musical, e uma construção muito consciente dos contos como pequenas máquinas de estranhamento. Gostei muito também da parte final, com Osman Lins, Clarice e Bandeira, porque ali aparece de maneira muito interessante a relação do autor com a própria literatura, com os escritores e com a construção das narrativas.”

    (Faustino Rodrigues, psicanalista e escritor. Ele vai lançar neste ano o romance Nós, o silêncio. Belo Horizonte.)