Corações solidários

Comentários de leitores de H. A.

  • [Em A voz dos sinos, Hugo Almeida] “recusa o academicismo estéril, ao assumir um diálogo profícuo com as obras do autor contempladas no livro e, acima de tudo, com o grande número de críticos e ensaístas que consagraram seu tempo a examinar a ficção de Osman Lins”.


    (Álvaro Cardoso Gomes, escritor, professor titular aposentado da Universidade de São Paulo, USP, autor de dezenas de livros, entre eles Memorial de Carolina, biografia romanceada de Carolina Maria de Jesus, publicado em 2024.)
  • “Acentuo, de saída, a própria escolha da figura central do Vale das ameixas, Harley, o Timo. Há densidade na construção por causa dos vários elementos que o compõem. Um imigrante polonês, que deixou seu país por causa da guerra e experimenta a vida idosa no Brasil, com todas as dificuldades e violências típicas desse país ‘acolhedor’, e a que ele insiste em manifestar apreço e afeto.

    Há muito o que se dizer dele. Por exemplo, o fato de ser professor de literatura. Essa característica se ajusta com precisão aos vários trechos em que se acentua uma linguagem marcada pelo erotismo, já que ele também é devotado às mulheres.

    Esses pontos todos abarcam enormemente aquilo que para mim é o cerne temático do romance: a autoria. ‘O que é um autor?’, parece soar essa pergunta do início ao fim. Dentre os inúmeros trechos em que isso fica explícito para mim é quando surge um conto [reescrito; veja as duas versões, de 1975 e 2024] de seu primeiro livro, Globo da morte, atribuído à personagem Laís.

    Nessa problemática da autoria, me chama a atenção ainda o ir e vir entre realidade e ficção. Por conhecer seu trabalho e dedicação aos livros de Osman Lins, salta rapidamente aos olhos não só a homenagem a ele, mas a densidade do diálogo – e aqui uso no sentido comum dado ao termo e ao conceito da teoria literária.  E por falar em homenagens, preciso mencionar que o ‘Disgreta’ de dona Benedita me soou como o ‘Nonada’ do Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.”


    (Robson Hasmann, professor de literatura, doutor em Letras pela USP e escritor.)
  • Assista ao comentário da escritora e psicanalista Ana Cecília Carvalho sobre o romance Vale das ameixas.

  • “A solidariedade [em Vale das ameixas] é o pano de fundo, o sonho de um mundo melhor, um texto religioso-socialista. Hino ao amor, um romance que toca a nossa sensibilidade do começo ao fim.”


    (José Newton Araújo, escritor e psicólogo, autor de Retalhos de fazenda.)
  • “Que ano produtivo de publicações! Parabéns entusiasmados! Recebi ontem ou anteontem, não tenho certeza, o seu A voz dos sinos. Folheei e li algumas páginas aleatoriamente e fiquei feliz de você fazer esse belo e merecido tributo ao mestre Osman Lins. Vou ler com cuidado e atenção que ensaio literário merece e, claro, conhecer melhor a obra do mestre pernambucano.”


    (Ronaldo Costa Fernandes, romancista e poeta, doutor em Letras pela UnB, autor de mais de 20 livros; o romance O ano da revolta dos desvalidos, de 2024, é o mais recente.)
  • “Andei lendo alguns trechos de A voz dos sinos, ao acaso, como gosto. Que trabalho gigantesco, Hugo. Que façanha! Já notei que é um modo único de fazer resenha. Leveza, clareza, simplicidade. Nada daquele jeito antigo, em que os autores procuravam a cada palavra mostrar erudição. Parabéns.”


    (Raul Drewnick, escritor e jornalista, autor de dezenas de livros, principalmente infantojuvenis, entre eles Veneno lento, O goleiro fantasma e vários da Coleção Vaga-Lume, da Ática, como A hora da decisão, Vencer ou vencer, A grande virada e Um inimigo em cada esquina.)
  • “O leitor que tiver a sorte de ter este livro [A voz dos sinos] em mãos não haverá de se arrepender, pois, ainda que já tenha tido contato com textos de Osman Lins, irá descobrir aspectos até agora pouco desvendados por críticos e estudiosos da obra de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.”


    (Adelto Gonçalves, doutor em Letras pela USP, escritor e crítico literário, autor de vários livros, entre ele Bocage – o perfil perdido.)
  • “A voz dos sinos é um livro único na crítica literária brasileira. Um livro primoroso, que certamente instigará o leitor a buscar o que ainda não conhece da obra de Osman Lins.”


    (Francisco de Morais Mendes, escritor, autor de Sacrifício e outros contos, Onde terminam os dias etc.)