Comentários de leitores de H. A.
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“O escritor Hugo Almeida tem uma das prosas mais elegantes da literatura brasileira contemporânea, um estilo refinado, eloquente, que aproveita todos os recursos da língua portuguesa para contar histórias cativantes. [Em Vale das ameixas] um homem revisita os territórios do passado: corpos, geografias, devaneios, cenários, um arsenal de provocações e o amparo da segurança.”
(Whisner Fraga, escritor, editor na Sinete. Autor de vários livros, entre eles as fomes inaugurais, de minicontos, lançado em dezembro de 2024.) -
“Em suma, em Vale das ameixas, seu romance recém-lançado, através de uma narrativa que prende o leitor da primeira até a última página, Hugo Almeida nos oferece uma profunda mensagem humana, uma sensível abordagem da condição humana, com a condenação de todas as formas assumidas pelo totalitarismo desde o século vinte, pela barbárie”.
(Saul Kirschbaum é doutor em Letras pela USP, PPG Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas; Pós-doutor pela Unicamp; professor do Centro Cristão de Estudos Judaicos; pesquisador do Labô – Laboratório de Política, Comportamento e Mídia da Fundação São Paulo.) -
[Em A voz dos sinos, Hugo Almeida] “recusa o academicismo estéril, ao assumir um diálogo profícuo com as obras do autor contempladas no livro e, acima de tudo, com o grande número de críticos e ensaístas que consagraram seu tempo a examinar a ficção de Osman Lins”.
(Álvaro Cardoso Gomes, escritor, professor titular aposentado da Universidade de São Paulo, USP, autor de dezenas de livros, entre eles Memorial de Carolina, biografia romanceada de Carolina Maria de Jesus, publicado em 2024.) -
“Acentuo, de saída, a própria escolha da figura central do Vale das ameixas, Harley, o Timo. Há densidade na construção por causa dos vários elementos que o compõem. Um imigrante polonês, que deixou seu país por causa da guerra e experimenta a vida idosa no Brasil, com todas as dificuldades e violências típicas desse país ‘acolhedor’, e a que ele insiste em manifestar apreço e afeto.
Há muito o que se dizer dele. Por exemplo, o fato de ser professor de literatura. Essa característica se ajusta com precisão aos vários trechos em que se acentua uma linguagem marcada pelo erotismo, já que ele também é devotado às mulheres.
Esses pontos todos abarcam enormemente aquilo que para mim é o cerne temático do romance: a autoria. ‘O que é um autor?’, parece soar essa pergunta do início ao fim. Dentre os inúmeros trechos em que isso fica explícito para mim é quando surge um conto [reescrito; veja as duas versões, de 1975 e 2024] de seu primeiro livro, Globo da morte, atribuído à personagem Laís.
Nessa problemática da autoria, me chama a atenção ainda o ir e vir entre realidade e ficção. Por conhecer seu trabalho e dedicação aos livros de Osman Lins, salta rapidamente aos olhos não só a homenagem a ele, mas a densidade do diálogo – e aqui uso no sentido comum dado ao termo e ao conceito da teoria literária. E por falar em homenagens, preciso mencionar que o ‘Disgreta’ de dona Benedita me soou como o ‘Nonada’ do Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.”
(Robson Hasmann, professor de literatura, doutor em Letras pela USP e escritor.) -
Assista ao comentário da escritora e psicanalista Ana Cecília Carvalho sobre o romance Vale das ameixas.

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“A solidariedade [em Vale das ameixas] é o pano de fundo, o sonho de um mundo melhor, um texto religioso-socialista. Hino ao amor, um romance que toca a nossa sensibilidade do começo ao fim.”
(José Newton Araújo, escritor e psicólogo, autor de Retalhos de fazenda.) -
“Que ano produtivo de publicações! Parabéns entusiasmados! Recebi ontem ou anteontem, não tenho certeza, o seu A voz dos sinos. Folheei e li algumas páginas aleatoriamente e fiquei feliz de você fazer esse belo e merecido tributo ao mestre Osman Lins. Vou ler com cuidado e atenção que ensaio literário merece e, claro, conhecer melhor a obra do mestre pernambucano.”
(Ronaldo Costa Fernandes, romancista e poeta, doutor em Letras pela UnB, autor de mais de 20 livros; o romance O ano da revolta dos desvalidos, de 2024, é o mais recente.) -
“Andei lendo alguns trechos de A voz dos sinos, ao acaso, como gosto. Que trabalho gigantesco, Hugo. Que façanha! Já notei que é um modo único de fazer resenha. Leveza, clareza, simplicidade. Nada daquele jeito antigo, em que os autores procuravam a cada palavra mostrar erudição. Parabéns.”
(Raul Drewnick, escritor e jornalista, autor de dezenas de livros, principalmente infantojuvenis, entre eles Veneno lento, O goleiro fantasma e vários da Coleção Vaga-Lume, da Ática, como A hora da decisão, Vencer ou vencer, A grande virada e Um inimigo em cada esquina.)