Citações para jovens escritores
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“Grande é a linguagem …. a mais poderosas as ciências / Ela é a completude e cor e forma e diversidade da terra …. e dos homens e mulheres …. e de todas as qualidades e processos; / Ela é maior que a riqueza …. maior que edifícios ou navios ou religiões ou pinturas ou música.”
(Walt Whitman, Folhas de relva.) -
“Bartolomeu Campos de Queirós, em seu discurso de posse na Academia Mineira de Letras, falou que, ao ler, nós podemos folhear livros que jamais existiam. Livros que resultam daqueles que temos nas mãos, daqueles que estão registrados na memória de terceiros que jamais serão impressos.”
(Maria de Lourdes Caldas Gouveia, Bartolomeu Campos de Queirós: espelho da palavra.) -
“Clarice Lispector nunca quis ser escritora profissional para não perder a liberdade e durante muitos anos teve dificuldade para conseguir editor. Hoje seus livros estão traduzidos em dezenas de países.”
(H.A., “Há cem anos nascia uma estrela chamada Clarice Lispector”.) -
“Osman Lins nunca nega nem recusa a história. Quando os tempos não lhe permitem falar claramente sobre a situação do homem oprimido, ou quando na ficção considera mais efetivo o recurso estilístico do que a denúncia direta, fala por meio da mensagem cifrada. E esta mensagem será, de todos modos, suficientemente clara: assim faz em Avalovara e A rainha dos cárceres da Grécia. É direto e crítico, no entanto, em seus ensaios e artigos. Assumiu sempre seu compromisso com a história. Suas ações foram prova disso, e vemos seu comportamento junto às instituições (o Banco do Brasil, a Universidade): nunca silenciou sobre os erros, nem os atos negativos.”
(Graciela Cariello, “Osman Lins – Jorge Luis Borges, encruzilhadas e bifurcações”, Osman Lins: o sopro na argila, org. H.A.) -
“Ó poesia de Ouro Preto! / em cada beco ver sombras / que já desapareceram. / Em cada sino ouvir sons, / badaladas de outros tempos. / Em cada arranco de solo / batida de pedra e cal / ver a eternidade em paz.”
(Henriqueta Lisboa, “Poesia de Ouro Preto”, Madrinha Lua, 1941-1946.) -
“Já ouviu alguém dizer que foi bom ganhar o dia? / Pois digo que também é bom cair…. batalhas são perdidas com o mesmo espírito com que são vencidas.”
(Walt Whitman, Folhas de relva, 1855. Trad. Rodrigo Garcia Lopes.) -
“O romance – construção verbal, feixe de alusões, laboratório de instrumentos, campo de provas de materiais tanto novos como aparentemente obsoletos –, o romance, digo, fingindo servir às fábulas que narra, delas se serve para existir, a tal ponto que talvez se afirme: ele não conta uma história, é a história que o conta.”
(Osman Lins, A rainha dos cárceres da Grécia.) -
“Conforme avisa / Octavio Paz, // poeta, não fazes/ o poema: ele é que te faz.”
(Carlos Machado, “O fazedor”, Relógio sem rosto, lançado em 6 de agosto de 2026, em São Paulo.)