Livros

Mil corações solitários

Mil corações solitários, 5ª edição, Sinete, 2026.

Em estilo solto e divertido, Níobe escreve cartas para a mãe sobre a vida infeliz no casamento e o marido Gamaliel Carvalho, silencioso e enigmático. A solidão se reflete nos filhos “René (tão edipiano) e Ana (Freud a explica)”, observa a escritora e psicanalista Ana Cecília Carvalho na orelha de Mil corações solitários, romance duas vezes premiado nos anos 1980, agora (2026) em 5ª edição pela Sinete, ampliada com prefácio de Álvaro Cardoso Gomes, ensaio de Lara Vaz-Tostes, opinião de leitores, além do posfácio, carta do autor, notícias e artigos sobre o livro publicados na 4ª edição (2025). “Hugo Almeida transita com seguro manejo de seus artefatos por essa história bem urdida em sua teia de inquietações”, diz o escritor Ronaldo Cagiano no posfácio.

No prefácio da 5ª edição, Álvaro Cardoso Gomes afirma: “Hugo Almeida talvez seja o escritor brasileiro que manifesta em sua obra sinais mais visíveis da ruptura do convencional na prosa, de certa forma, dando continuidade aos experimentos geniais de Osman Lins, em Nove, Novena e Avalovara”. Lara Vaz-Tostes escreve no ensaio: “O título – Mil corações solitários – não funciona como metáfora exagerada, mas como diagnóstico sensível. Há, de fato, muitas solidões caminhando juntas: fragmentos de vidas que batem em ritmos distintos, mas que se reconhecem no silêncio”.

‘Mil Corações Solitários’: Um romance que escuta”, Lara Passini Vaz-Tostes, Triplov.

“A Solidão Compartilhada”, Álvaro Cardoso Gomes, Baía da Lusofonia

“Uma obra na linhagem dos grandes escritores”, Adelto Gonçalves, Baía da Lusofonia