Impulso poético/sem medo

“Quando sinto o impulso poético pulsar, deslizo a caneta sem medo e sai o que meu peito grita. Depois, bem depois, releio, penso e altero alguma coisa, corto ou troco palavras, reviro alguma frase. É assim mesmo, Timo, ouço a voz de Laura. Ouvi de um frade aceso por uma aluna de Teologia: Todo impulso erótico é um impulso de vida. Amém, monsenhor. Ignoro o fecho da oração. E me vem agora a imagem de Lulu rodopiando. Lulu, a flor de todos os tempos, a que nunca morrerá.”


(Harley, personagem de Vale das ameixas, de H.A.)