Vale das ameixas/ditadura

“O assassinato de minha filha me mata aos poucos há trinta anos. O covarde crime e o sumiço do corpo. Se alguém ainda sabe, ninguém diz onde está. Onde foi jogado, enterrado ou largado. Sei apenas que Laís foi executada como se chamasse Celeste, sei que ela estapeou o algoz e não revelou seu verdadeiro nome – foi ele mesmo, esse assassino anônimo, quem contou isso anos depois a um jornal. Laís sempre foi forte, corajosa, menina de caráter. Queria justiça, liberdade, democracia. Era isso que a movia.”


(Mãe de Laís/Celeste, personagem do romance Vale das ameixas, da H.A.)