Osman Lins/Romance

“Um romance não é um arabesco no ar, feito por um ser sem alma e sem história, para divertimento de requintados. É uma coisa viva, nascida de nós, do nosso país, do tempo em que vive­mos, e na qual aplicamos tudo o que somos e também o que não somos. É, a um só tempo, pergunta e confissão, incitação e apelo, causa e consequência.”

(Osman Lins, em entrevista em 1962, transcrita em O fiel e a pedra, de Osman Lins – O Nordeste de 30: entre a tradição clássica e o romance moderno, organizado por Sandra Nitrini.)