“Leitores médios e críticos apressados consideraram o romance de Osman Lins difícil e hermético. Hermético? Esse é um conceito relativo. O poeta João Cabral de Melo Neto disse numa entrevista: ‘O hermetismo depende mais do leitor do que do autor’. Em outro romance, A rainha dos cárceres da Grécia, o narrador osmaniano cita uma frase de Sartre – a obra só existe no nível de capacidade do leitor.”
(H.A., “Infinito, eternidade e amor em Avalovara”, A voz dos sinos – O sagrado, a mulher e o amor na obra de Osman Lins.)