“Temos, em Avalovara, uma interação que, para ser completa, exige também a participação do leitor: o conhecimento das obras de arte aqui mencionadas, fator que o ajudará a viver o livro mais completamente, mais profundamente. Podemos ver, então, o momento almejado por Osman Lins na escritura do seu romance mágico: tornar a vivência do leitor extremamente intensa graças à integração das artes, tão intensa que possa ser que se dê o momento de iluminação por intermédio do deus-palavra-pássaro Avalovara, deixando que também em nós ele voe e cante em duo, com voz humana e repassada de misericórdia.”
(Piotr Kilanowski, “Avalovara de Osman Lins: o escritor em busca do romance interativo e total”. Cerrados nº 7, Revista do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade de Brasília, UnB, 1998.)