“Suas palavras me abrigam do frio. Não pare nunca de me escrever, ainda que um dia eu peça, ainda que eu fique cega – minha amiga leria para mim ou eu aprenderia braile. Você vai me escrever sempre, não vai? Assim, esses versos soltos, loucos, como diz, como só você sabe escrever. Não tenha medo, Harley, não guarde o seu sorriso, não abafe o coração. O que sentimos não pode ser pecado. Eu não sabia que você também sentia o que eu sentia. Confesso, Timo: tenho medo, o coração está enlouquecido. Culpa? Meu sangue é fogo líquido. Queima o corpo inteiro, a alma já se incendiou. Vontade louca de escrever e não mais parar, de gritar Amor, meu Amor. Aí o telefone toca.”
(Laura, personagem do Vale das ameixas, de H.A.)