“O romance é com frequência a história de um indivíduo que busca um sentido que não há, é a odisseia de uma desilusão. Hegel, entretanto, acreditara e esperava que o romance fosse a nova epopeia burguesa. […] Antes que ‘epopeia moderna’, como queria Hegel, o romance moderno será a antiepopeia do desencantamento, da vida fragmentária e desagregada.”
(Claudio Magris, “O romance é concebível sem o mundo moderno?”, A cultura do romance, org. Franco Moretti.)