Escrever/nudez d’alma

“Escrever é estar no extremo / de si mesmo, e quem está / assim se exercendo nessa / nudez, a mais nua que há, / tem pudor de que outros vejam / o que deve haver de esgar, / de tiques, de gestos falhos, / de pouco espetacular / na torta visão de uma alma / no pleno estertor de criar.”

(João Cabral de Melo Neto, “Exceção: Bernanos, que se dizia escritor de sala de jantar”, Museu de Tudo.)