Grande Sertão: veredas

“Como a Divina Comédia, Grande Sertão: Veredas é uma narrativa teológico-política. Aqui, ainda, a vida humana é passagem, viagem, travessia – de que o Liso do Sussuarão é a alegoria exemplar – passagem do visível para o invisível, do sensível para o inteligível, pois o sentido está além. Aqui, ainda, cada vida é um exemplum, que não se dissocia da vida e que também não se obscurece em alegoria fechada, sendo antes signo da passagem e do além.”

(João Adolfo Hansen, “As falas do mito, os mitos da fala”, o O – A ficção da literatura em Grande sertão: Veredas.)