“A paciência, pela qual André Gide confessava apreço, necessariamente será desenvolvida. ‘É uma virtude grande e rara a paciência, saber esperar e amadurecer, corrigir-se, voltar a começar e, como dizia o Apóstolo, tender à perfeição.’ Ante o papel (buscar tranquilamente a frase, experimentar algumas de suas muitas possibilidades, aguardar o instante em que orações e períodos se encadeiem, trabalhar sobre eles); perante a vida (saber que esforço algum pode substituir o tempo em nosso processo de maturação e que nossos progressos se efetuam em segredo); esperar sem ânsia o instante em que alguém publicará afinal um livro seu…”
(Osman Lins, Guerra sem testemunhas – O escritor, sua condição e a realidade social.)