“Assim de touca e máscara?”

“Ainda fazia escuro quando acordei com o sim. Vá, filha. Só depois do sonho aceitei o convite. Não há pecado nisso. Gringo artista. Babélico. Sempre gentil, faz mais de ano o primeiro aceno. Seria apenas uma vez, una, sólo una. Depois, nunca mais. Solamente una. Contudo relutei, relutei, remoí remorsos antecipados. Pai, obrigada. Ah, esse aroma, o sabor do chá de hortelã, hortelã da minha horta, da hortinha dos vasos na varanda. Teste negativo. Ele exige cuidados. Ponho na touca uma flor?”


(Início do conto “Assim de touca e máscara?”, de A vizinha das sete cordas, de H.A.)