“Um dia, Clarice Lispector/ intercambiava com amigos/ dez mil anedotas de morte,/ e do que tem de sério e circo.// Nisso, chegam outros amigos,/ vindos do último futebol,/ comentando o jogo, recontando-o,/ refazendo-o, de gol a gol.// Quando o futebol esmorece,/ abre a boca um silêncio enorme/ e ouve-se a voz de Clarice:/ Vamos voltar a falar na morte?”
(João Cabral de Melo Neto, “Contam de Clarice Lispector”, Agrestes.)