“Osman Lins partiu em 8 de julho de 1978, três dias depois de ter completado 54 anos. Escrevia um novo romance, que a doença o impediu de terminar. Em um de seus últimos textos, ‘Marcha fúnebre’, caso especial para TV, há uma oração premonitória: ‘Quero um lugar permanente, na terra que amei e onde passei uma jornada tão breve que, quando pensei que o dia começava, a noite já descia…’. Frase similar aparece na novela Domingo de Páscoa, publicada na revista Status em abril de 1978, três meses antes da morte do escritor: ‘Sinto-me inquieto e assustado devido à viagem iminente’.”
(H.A., “Osman Lins, 40 anos depois, mais atual”, palestra na ABL em agosto de 2018, disponível no YouTube e impressa na Revista Brasileira, nº 99, abril-junho, 2019, pp. 19-30.)