“Pode ter sido o acaso que os reuniu ali. Há quem não acredite em acaso. Sou um deles. A questão aqui é outra, bem alheia ao motivo do encontro. Trata-se do que discutiram, de tudo que aconteceu na vida deles e naquela tarde. Também estava curioso e queria ouvir a conversa dos três. Prestei atenção. Faz parte do meu trabalho.
A primeira frase da mulher me fisgou. Você vai alcançar a cura. Epa, o que é isso? Liguei o gravador do celular. Ainda não sabia o nome dela, nem dele, os dois ali à mesa. Pareciam amigos recentes. O senhor também acredita, não é, seu Nicolau?”
(Início do conto “Encontro na Capela Dourada”, A vizinha das sete cordas, de H.A.)