Osman Lins/compromisso

“Osman Lins nunca nega nem recusa a história. Quando os tempos não lhe permitem falar claramente sobre a situação do homem oprimido, ou quando na ficção considera mais efetivo o recurso estilístico do que a denúncia direta, fala por meio da mensagem cifrada. E esta mensagem será, de todos modos, suficientemente clara: assim faz em Avalovara e A rainha dos cárceres da Grécia. É direto e crítico, no entanto, em seus ensaios e artigos. Assumiu sempre seu compromisso com a história. Suas ações foram prova disso, e vemos seu comportamento junto às instituições (o Banco do Brasil, a Universidade): nunca silenciou sobre os erros, nem os atos negativos.”

(Graciela Cariello, “Osman Lins – Jorge Luis Borges, encruzilhadas e bifurcações”, Osman Lins: o sopro na argila, org. H.A.)