“A vizinha”/tecido alvo

“A mãe não reaparece no sonho. Não conhece quem o visita. É jovem. De beleza pálida. Dario corre meia maratona no asfalto quente. Tinha fôlego, pernas velozes. A pressa regia seus dias. Suado, cai-não-cai, no pelotão do meio, recebe no rosto o tecido alvo, macio. Que dedos suaves. Ele não chega a ver o que deixou no pano. Sorri para ela e segue na vacilante marcha. A jovem fica extasiada com o que tem nas mãos.”


(Do conto “E depois desse desterro?”, A vizinha das sete cordas, de H.A.)