“Copo na mão, René falou de seus tempos de exílio, de clandestinidade, de perigos por que passou – tudo baseado em livros de outros retornados –, sua experiência não tinha nada de marcante. Na festa, tentou impressionar a reduzida plateia, mas não mencionou o movimento dos professores nem suas ligações com o governador. Aos olhos de Ana, que ele nem sequer vira, pareceu o herói. Ela telefonou no outro dia e exigiu segredo. Discrição, aliás, retribuída. A paixão inquietou a moça durante sete dias e, no mês seguinte, fizeram a viagem que mudou a vida de Ana.”
(Do romance Mil corações solitários, de H.A.)