A vizinha/“Dona Justina”

“Escrita poderosa de A vizinha das sete cordas, de Hugo Almeida. Um exemplo: a singeleza trazida no conto “Dona Justina”, como que sofre-guidão da vida, nas arestas do viver, em lampejo-fé-travessias. Crises são convocações. À altura do insólito presente. Caminho torto ainda é caminho. Desencontros são encontros. Desentendimentos são também entendimentos. O autor acertou em cheio: o café, os meneios da vida em entremeios, tortuosidades. Prosperar e retroceder. Faltas assoalham presenças. Usando contextos vidrentos ou não de café, o convite à leitura do livro todo, tomado desse fluxo de Dona Justina, em visão, proteção dos raios difusos da vida. Não necessariamente um livro, mas um poeta.”

(Mariana Santiago, professora de inglês, tem inédito o livro de poemas e narrativas Escaminhos, teóricos e lancinantes. São Paulo.)


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