Bem no alvo

Citações de diversos autores

  • “Explosão de vida. Energia. Renovação. Luminosidade. Podemos dizer isso da obra de Osman Lins. Seu intenso amor pelo mundo, pelas pessoas, pela literatura, fez com que sua obra ampliasse e transcendesse as dimensões desse mundo, optando por uma visão cósmica e multiplicando até mesmo o ser humano através das personagens formadas por cidades, palavras, multidões.”

    (Julieta de Godoy Ladeira, “Faces da obra/Mistérios”, em Domingo de Páscoa, de Osman Lins, org. Ana Luiza Andrade.)

  • “Na universidade neoliberal governada pela política de políticos e reitores rastaqueras da direita tucana e peemedebista, empregadinhos do grande capital financeiro, vive-se mais e mais a fragmentação massificada dos saberes que, muitas vezes, tratam de verdades sem sociedade, enquanto o pensamento crítico recua e quase desiste, subordinando-se ao capital, que impõe a todos a sociedade sem verdade.”

    (João Adolfo Hansen [1942-2026], “Arte da aula”, em A Terra é Redonda.)

  • “O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, menos ainda, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe entre o círculo familiar e o Estado uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição.”

    (Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil.)

  • “coragem política, meus irmãos, é peito aberto nas ruas.”

    (Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Siameses, volume 2.)

  • “Será então impossível aos homens viverem em paz neste mundo tão belo debaixo deste incomensurável céu estrelado? Como podem eles, num lugar como este, guardar sentimentos de ódio e de vingança e a ânsia de destruir seus semelhantes? Todo o mal que há no coração humano devia desaparecer ao contato com a natureza, esta é a expressão mais imediata do belo e do bom.”

    (Leão Tolstói, em trecho de A invasão citado por Henry Thomas/Dana Lee Thomas, em Vidas de grandes romancistas. Esse livro de contos, “seu primeiro grito de protesto contra o militarismo”, foi publicado em 1852, quando Tolstói estava com 24 anos.)

  • “Este romance nasce sob o signo da beleza angustiada: é, por isso, moderno como a busca do belo e eterno como a angústia do homem – sobretudo do homem que vem escorraçando a sua e as alheias vidas.”

    (Antônio Houaiss [1915-1999], na orelha de Cemitério de navios [1993], de Mauro Pinheiro.)

  • “Temos, em Avalovara, uma interação que, para ser completa, exige também a participação do leitor: o conhecimento das obras de arte aqui mencionadas, fator que o ajudará a viver o livro mais completamente, mais profundamente. Podemos ver, então, o momento almejado por Osman Lins na escritura do seu romance mágico: tornar a vivência do leitor extremamente intensa graças à integração das artes, tão intensa que possa ser que se dê o momento de iluminação por intermédio do deus-palavra-pássaro Avalovara, deixando que também em nós ele voe e cante em duo, com voz humana e repassada de misericórdia.”

    (Piotr Kilanowski, “Avalovara de Osman Lins: o escritor em busca do romance interativo e total”. Cerrados nº 7, Revista do Programa de Pós-Graduação em Literatura da Universidade de Brasília, UnB, 1998.)

  • “se ao tocar na água a penumbra fizesse música/ seria a minha”

    […]

    “creio no toque dos cegos, em como conjuram o vento/ como pele”

    […]

    “a delicadeza ainda me devorará””

    (Mar Becker, Noite devorada.)