Citações de diversos autores
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“O homem não começa a viver por triunfar sobre seu inimigo, como não adquire saúde através de incontáveis curas. A alegria de viver vem através da paz, que não é estática, mas dinâmica. Nenhum homem pode dizer que sabe o que é a alegria antes de ter experimentada a paz. E sem alegria não há vida, mesmo que você tenha uma dúzia de carros, seis mordomos, um castelo, uma capela privada e um abrigo antiaéreo.”
(Henry Miller, O colosso de Marússia.) -
“Ó paz, ó fim, ó mundo inominado/ descansa doce névoa mensageira.”
(Jorge de Lima, “Subsolo e supersolo”, Invenção de Orfeu.) -
“Ó passadas vivências, dou-vos graças/ pela vaga aventura entre os assombros,/ pelo pranto cedido, pelas dúvidas,/ pela vida rasgada, pelas tréguas,/ pelos cantos ouvidos nos silêncios./ Ó passadas vivências, dou-vos graças!”
(Jorge de Lima, “Biografia”, Invenção de Orfeu.) -
“Que há entre a vida e a morte? Uma curta ponte.”
(Machado de Assis, Brás Cubas.) -
“Nada de maior; simples passagem de um estado para outro – assim como quem se muda do estado do Rio Grande do Sul para o estado de Santa Catarina…”
(Mario Quintana, “Morte”, Caderno H.) -
“Desde que minha mãe morreu, a vida para mim deixou de ter qualquer urgência ou emergência. Sem mãe, não há plano de longo prazo, não há Natal nem dia de ano-bom. Pouco tempo depois de sua morte, pendurei no quadro de aviso acima da minha mesa de escritório o relógio de pulso que ela usava.”
(Marilene Felinto, Corsária.) -
“Naquele momento de angústia,/ o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão./ E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,/ eis que a sua boca ia dizendo: / eu sou anjo.”
(Jorge de Lima, “As vozes do homem”, A túnica inconsúltil.) -
“[…] há uma beleza interior, de dentro para fora, a transluzir de certas avozinhas trêmulas, de certos velhos nodosos e graves como troncos. De que será ela feita, que nem notamos como a erosão dos anos os terá deformado. Deviam ser caricaturas mas não fazem rir, uns aleijões mas não causam pena. O mesmo não nos acontece ante o penoso espetáculo de um animal velho. Eu gostaria de acreditar que essa inexplicável beleza dos velhos talvez fosse uma prova da existência da alma.”
(Mario Quintana, “Luz por dentro”, Caderno H.)