Citações de diversos autores
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“Ele [Da Vinci] também descobriu que a pressão que o pássaro exerce sobre o ar é correspondida por uma pressão igual e oposta que o ar exerce sobre o pássaro. ‘Veja como as asas, batendo-se contra o ar, sustentam a pesada águia nas alturas’, anotou, para em seguida acrescentar: ‘A mesma força exercida pelo objeto sobre o ar é exercida pelo ar sobre o objeto’. Duzentos anos depois, Newton formularia uma versão mais refinada dessa ideia em sua terceira lei do movimento: ‘Para toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade’.”
(Walter Isaacson, Leonardo Da Vinci.) -
“Não sou feita de ódio. / Sou feita de ética. / Mas minha ética, às vezes, queima. // E desse fogo nasceu movimento. / Nasceu palavra. / Nasceu coragem. // […] E se me perguntarem de onde tiro força… / talvez eu diga: // de uma flor que arde por dentro, / mas não se consome.”
(Lara Vaz-Tostes, “Flor de fogo”, Corpo-silêncio.) -
“Preciso ainda saber se na verdade existe a indiferença: se não é – e só isto – um disfarce da cumplicidade. Busco as respostas dentro da noite e é como se estivesse nos intestinos de um cão. […] Ouço: ‘A indiferença reflete um acordo, tácito e dúbio, com os excrementos’. Não, não serei indiferente.”
(Osman Lins, Avalovara.) -
“Ter em mãos o livro literário é defrontar-se com o desequilíbrio. É bom que assim seja. Capaz de inaugurar reflexões, a literatura nos estimula a buscar outros prumos, perseguir outras ilusões, […] a descobrir a fragilidade como… a nossa condição possível.”
(Bartolomeu Campos de Queirós, citação de Maria de Lourdes Caldas Gouveia em Espelho da palavra.) -
“No todo negro / cristal da noite / o pensamento se desgarra / dos remos”
(Henriqueta Lisboa, “Magma”, O alvo humano.) -
“Ainda agora e sempre/ o amor complacente.”
(Henriqueta Lisboa, “Fidelidade”, O alvo humano.) -
“A obra de Machado de Assis, livro por livro, página por página, ficção e crônica, prosa e verso, se desenvolve toda ela segundo uma linha quebrada ou sinuosa de movimentação dialética. Tudo nela é contraste, contradição, conflito, formas as mais diversas de dialogação social, reflexos do próprio jogo da vida em sociedade – essa vida que um dos seus personagens [no romance Ressurreição] definiu como sendo “uma combinação de astros e poços, enlevos e precipícios’.”
(Astrojildo Pereira, Machado de Assis, ensaios e apontamentos avulsos.) -
“Há pessoas que são capazes de tocar a vida de muita gente sem fazer alarde. Bartolomeu era alguém assim. Um ser humano valioso, que guardava em si uma enorme intensidade interior, ao mesmo tempo em que mostrava ao mundo uma delicadeza e uma leveza quase impossíveis.”
(Angela Gutierrez, “Nuvens de Guignard”, prefácio de Bartolomeu Campos de Queirós: espelho da palavra, de Maria de Lourdes Caldas Gouveia.)