Bem no alvo

Citações de diversos autores

  • “Um romance não é um arabesco no ar, feito por um ser sem alma e sem história, para divertimento de requintados. É uma coisa viva, nascida de nós, do nosso país, do tempo em que vive­mos, e na qual aplicamos tudo o que somos e também o que não somos. É, a um só tempo, pergunta e confissão, incitação e apelo, causa e consequência.”

    (Osman Lins, em entrevista em 1962, transcrita em O fiel e a pedra, de Osman Lins – O Nordeste de 30: entre a tradição clássica e o romance moderno, organizado por Sandra Nitrini.)
  • “Papéis, carimbos, caixão de madeira e um punhado de terra por cima. Além da saudade, ele nos deixara endividados. Não será a saudade também uma espécie de dívida?”

    (Mauro Pinheiro, “A nau insensata”, Os caminhantes e outras histórias.)
  • “Onde o homem sofre e luta, aí está o assunto do escritor.”

    (Érico Veríssimo, A liberdade de escrever.)
  • “há coisas que se conhecem melhor em saudade”

    (Mar Becker, “sentir faltar o mar é enfim descobri-lo”, Noite devorada.)
  • “A arte é moderna através da mimese do que está petrificado e alienado. É assim, e não pela negação do seu mutismo, que ela se torna eloquente; eis por que não tolera já nenhuma inocência.”.

    (Theodor Adorno, Teoria estética.)
  • “A literatura de Clarice é um recado para os homens.”

    (Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Siameses, volume 1.)
  • “A ditadura ainda é uma ferida aberta na nossa vida brasileira.  […] A ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro. Por isso, temos que continuar fazendo filmes sobre ela.”

    (Wagner Moura, Globo de Ouro de Melhor Ator em 2026, pela atuação em O agente secreto.)
  • “Sei que, na sua posição como ex-membro do corpo diplomático, é impossível admitir a participação dos EUA no desaparecimento do embaixador russo [Ilya Tchernyschov], relatado em meu texto. Quem sabe um dia, se os arquivos da CIA forem publicados, tenhamos os fatos revelados.

    Valey Larskov, o funcionário da Embaixada que acompanhava o embaixador russo na entrada no mar, desapareceu no mesmo dia, não tendo sido encontrado seu corpo, o que dá ensejos às conjecturas traçadas no texto.

    Da mesma forma, há inúmeros documentos que provam a participação direta ou indireta dos EUA no golpe que derrubou João Goulart.”

    (Paulo Valente, filho de Clarice Lispector, em carta a Lincoln Gordon, ex-embaixador dos EUA no Brasil, transcrita em A morte do embaixador russo.)