Citações de diversos autores
-
“E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.”
(Machado de Assis, Quincas Borba.) -
“sabe, procópio, aqui eu fico muito sozinho, sim …todos os lugares são aqui.”
(Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Siameses, volume 2.) -
“Como a Divina Comédia, Grande Sertão: Veredas é uma narrativa teológico-política. Aqui, ainda, a vida humana é passagem, viagem, travessia – de que o Liso do Sussuarão é a alegoria exemplar – passagem do visível para o invisível, do sensível para o inteligível, pois o sentido está além. Aqui, ainda, cada vida é um exemplum, que não se dissocia da vida e que também não se obscurece em alegoria fechada, sendo antes signo da passagem e do além.”
(João Adolfo Hansen, “As falas do mito, os mitos da fala”, o O – A ficção da literatura em Grande sertão: Veredas.) -
“A sã política é filha da moral e da razão…”
(Lima Barreto, Numa e a Ninfa.) -
“Comunista é o pseudônimo que os conservadores, os conformistas e os saudosistas do fascismo inventaram para designar simplisticamente todo o sujeito que clama e luta por justiça social.”
(Erico Verissimo, Incidente em Antares.) -
“O homem não começa a viver por triunfar sobre seu inimigo, como não adquire saúde através de incontáveis curas. A alegria de viver vem através da paz, que não é estática, mas dinâmica. Nenhum homem pode dizer que sabe o que é a alegria antes de ter experimentada a paz. E sem alegria não há vida, mesmo que você tenha uma dúzia de carros, seis mordomos, um castelo, uma capela privada e um abrigo antiaéreo.”
(Henry Miller, O colosso de Marússia.) -
“Ó paz, ó fim, ó mundo inominado/ descansa doce névoa mensageira.”
(Jorge de Lima, “Subsolo e supersolo”, Invenção de Orfeu.) -
“Ó passadas vivências, dou-vos graças/ pela vaga aventura entre os assombros,/ pelo pranto cedido, pelas dúvidas,/ pela vida rasgada, pelas tréguas,/ pelos cantos ouvidos nos silêncios./ Ó passadas vivências, dou-vos graças!”
(Jorge de Lima, “Biografia”, Invenção de Orfeu.)