Citações de diversos autores
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“Que há entre a vida e a morte? Uma curta ponte.”
(Machado de Assis, Brás Cubas.) -
“Nada de maior; simples passagem de um estado para outro – assim como quem se muda do estado do Rio Grande do Sul para o estado de Santa Catarina…”
(Mario Quintana, “Morte”, Caderno H.) -
“Desde que minha mãe morreu, a vida para mim deixou de ter qualquer urgência ou emergência. Sem mãe, não há plano de longo prazo, não há Natal nem dia de ano-bom. Pouco tempo depois de sua morte, pendurei no quadro de aviso acima da minha mesa de escritório o relógio de pulso que ela usava.”
(Marilene Felinto, Corsária.) -
“Naquele momento de angústia,/ o homem não sabia se era o mau ou o bom ladrão./ E quando a mais amarga das estrelas o oprimia demais,/ eis que a sua boca ia dizendo: / eu sou anjo.”
(Jorge de Lima, “As vozes do homem”, A túnica inconsúltil.) -
“[…] há uma beleza interior, de dentro para fora, a transluzir de certas avozinhas trêmulas, de certos velhos nodosos e graves como troncos. De que será ela feita, que nem notamos como a erosão dos anos os terá deformado. Deviam ser caricaturas mas não fazem rir, uns aleijões mas não causam pena. O mesmo não nos acontece ante o penoso espetáculo de um animal velho. Eu gostaria de acreditar que essa inexplicável beleza dos velhos talvez fosse uma prova da existência da alma.”
(Mario Quintana, “Luz por dentro”, Caderno H.) -
“Explosão de vida. Energia. Renovação. Luminosidade. Podemos dizer isso da obra de Osman Lins. Seu intenso amor pelo mundo, pelas pessoas, pela literatura, fez com que sua obra ampliasse e transcendesse as dimensões desse mundo, optando por uma visão cósmica e multiplicando até mesmo o ser humano através das personagens formadas por cidades, palavras, multidões.”
(Julieta de Godoy Ladeira, “Faces da obra/Mistérios”, em Domingo de Páscoa, de Osman Lins, org. Ana Luiza Andrade.) -
“Na universidade neoliberal governada pela política de políticos e reitores rastaqueras da direita tucana e peemedebista, empregadinhos do grande capital financeiro, vive-se mais e mais a fragmentação massificada dos saberes que, muitas vezes, tratam de verdades sem sociedade, enquanto o pensamento crítico recua e quase desiste, subordinando-se ao capital, que impõe a todos a sociedade sem verdade.”
(João Adolfo Hansen [1942-2026], “Arte da aula”, em A Terra é Redonda.) -
“O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, menos ainda, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não existe entre o círculo familiar e o Estado uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição.”
(Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil.)