Citações de diversos autores
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“O criminoso que, ao cometer seu crime, pôs sua autoconservação acima de tudo, tem na verdade um eu mais fraco e instável, e o criminoso contumaz é um débil.”
(Adorno/Horkheimer, Dialética do esclarecimento.) -
“Mesmo a tua zombaria era uma forma de afeição.”
(Osman Lins, Os gestos, “Elegíada”.) -
A Inteligência Artificial (IA) pode fazer tudo?
Vai substituir o trabalho do artista, do escritor?
O poeta Nuno Arcanjo reflete sobre isso
neste vídeo de menos de dois minutos
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“As coisas que a gente deseja não chegam como a gente espera.”
(Daniella Zupo, “O arraial dos meus sonhos”, em O dia em que encontrei Bob Dylan numa livraria de Estocolmo.) -
“Eu trabalho com a apropriação. Não há história alheia que não me convenha, corrente estética que rechace ou inspiração das musas. Mas não tento imitar ou me aproximar dos produtos dos grandes centros culturais, trabalho a partir da minha cultura aberta. […] Esta cultura mestiça é a que nos permite estar abertos a todos os aportes, recebê-los e transformá-los, passá-los pela peneira de uma cultura aberta e uma ótica argentina.”
(Griselda Gambaro, Teatro reunido, em citação de Flávia Almeida Vieira Resende, em Antígonas – Apropriações políticas do imaginário mítico.) -
“Habitamos esse tempo
(Ronaldo Cagiano, “Sorte”, Arsenal de vertigens.)
De hackers e derrotas morais,
Com seu arsenal de asperezas,
Entre a surdez e a alienação.” -
“Três figuras novas me parecem se firmar definitivamente no Salão: Vittorio Gobbis, Candido Portinari e Alberto da Veiga Guignard. Não é possível estudá-los aqui e o farei em tempo, são para mim revelações do Salão. [..] Portinari com O violinista nos dá talvez a melhor obra do Salão. Obra notável, de um encanto impregnante, que a gente não esquece mais…”
(Mário de Andrade, Diário Nacional, 13 de setembro de 1931, Cartas do Modernismo.) -
“Para escrever um poema
É preciso não ter se despedido de sua mãe em Gaza.
É preciso carregar um filho rígido no colo.
Escreve-se um poema sem uma das pernas.
É preciso ter retirado tarde demais um avô dos escombros.”
(Emilio Terron, início do poema “Hoje”, Queda que dá.)