Bem no alvo

Citações de diversos autores

  • “O poeta

    É um condutor de almas

    Lava as palavras

    De nada

    Depois seca

    As lágrimas no varal”

    (Vicente Humberto, “Poeta”, Caixa de vazios.)
  • “a leveza

    na gente

    quer quanto

    esforço da gente”

    (Harley Dolzane, “Desprendimento”, Gesto.)
  • “É muito provável que ao leitor de Avalovara (1973) não sejam perceptíveis, em seu primeiro contato com o texto, os muitos níveis de leitura que encerra, pois este é um romance que somente muito lentamente, de forma gradativa, vem a tornar-se legível, na medida em que se entende legível, aqui, como significativo.”

    (Elizabeth Hazin, “Avalovara em letra e asa: abrindo uma clareira nas trevas”, posfácio da nova edição de Avalovara, Pinard, 2024.)
  • “A liberdade de um escritor é a sua pobreza. Ele depende apenas de um lápis. Nem de papel ele necessita. Os muros das prisões estão cheios de palavras, de coisas escritas, de expressões humanas […] A literatura é pobre, essa é a sua arma.”

    (Osman Lins, Evangelho na taba.)
  • “O Quincas Borba lê-se quase de uma assentada; é como um cálice de licor finíssimo que a gente prova e sorve de um trago.”

    (José Anastácio, provável pseudônimo do escritor Teófilo Guimarães, em artigo publicado em O Tempo, Rio, em janeiro de 1892, citado por Hélio de Seixas Guimarães, em Os leitores de Machado de Assis.)
  • “Mas eu não tenho nenhuma das virtudes de um rei, como justiça, honestidade, firmeza, generosidade, perseverança, misericórdia, humildade, dedicação, paciência e coragem; não tenho nem traço delas. Não. E sei muito bem o que é o crime. Seu eu estivesse no poder, os castelos e os bens de todos os nobres seriam confiscados, suas mulheres e suas filhas não iriam conseguir satisfazer a imundície dos meus desejos. Eu despejaria o doce leite da concórdia no inferno. Eu destruiria todos que se opusessem à minha vontade. Não haveria paz na Terra. Só miséria e destruição.”

    (Malcolm, personagem de Macbeth, de Shakespeare.)
  • “A rejeição absoluta não existe. Até Hitler possui admiradores.”

    (Luís Giffoni, “O falecido Marcondes”, conto de A vida, a morte e outros penduricalhos.)
  • “No ano em que comemoramos o centenário de nascimento de Osman Lins, a publicação de sua correspondência com Hermilo Borba Filho é um presente para a crítica e a história literária brasileira no campo dos estudos de epistolografia. Nelson Luís Barbosa organizou este livro com anotações competentes, que facilitam a compreensão do contexto de cada carta, e com inclusão oportuna de artigos sobre este diálogo epistolar e sobre seus interlocutores. Livro valioso. Leitura imperdível.”

    (Sandra Nitrini, na orelha de E viva a vida!, Hucitec Editora.)