Comentários de leitores de H. A.
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(José Carlos Garbuglio, na orelha das três primeiras edições de Mil corações solitários.)
“Romance de atmosfera densa e opressiva, Mil corações solitários, de Hugo Almeida, fecha suas personagens em círculos estreitos, quer no sentido físico quer no sentido moral, para tirar partido dos atritos e desgaste a que se submetem. À medida que seu jogo se transforma em luta para escapar da pesada carga ambiente, pejada de imposições e limitações, desdobram-se os caracteres e as desilusões. […] A multiplicidade de perspectivas, facultada pela variação do foco narrativo, permite um enriquecimento notável do romance. […] É preciso acrescer ainda a presença de uma linguagem amadurecida e forte, a boa capacidade de efabulação.”
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(Eliane Faccion, na orelha de Em teu seio Liberdade.)
“Vejo no Em teu seio Liberdade [1985] o testemunho de um escritor sobre as nossas ‘ficções’ do dia a dia. O mais importante, contudo, é a capacidade de indignação que ele nos transmite, com finura e sabedoria. Avesso aos clichês, Hugo Almeida persegue o fio de nossa humanidade, tão agredida pela demolição das referências, pela exacerbação do individualismo.”
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(Harley Farias Dolzane, na orelha do ensaio livre de H.A.)
“A voz dos sinos é uma contribuição valiosa para os estudos literários brasileiros, especialmente no ano [2024] do centenário de Osman Lins. Este livro celebra o talento do escritor e inspira uma nova geração a explorar a riqueza e a profundidade de sua obra.”
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(Renan Barros, autor do romance Ermo e Solidão.)
“Li seu último romance, Vale das Ameixas. Gostei muito! Que começo impactante e que homem complexo é o Timo! Sem dúvida, a estrutura narrativa é desafiadora, mas isso só torna o livro ainda mais interessante. Ainda tenho de ler o seu ensaio a respeito de Osman Lins (está na minha lista de leituras). Eu li A Rainha dos Cárceres da Grécia, como me aconselhou. De fato, uma leitura complexa e excelente.”
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(Nelly Novaes Coelho, Dicionário crítico da literatura infantil e juvenil brasileira.)
“Em tom de conversa, frases curtas, pensamentos suspensos, ternura e bom humor, a narrativa [Viagem à Lua de canoa] vai pondo em confronto dois tipos de viagens que se misturam no processo evolutivo da vida, do mundo: uma, a dos heróis anônimos que, com seu trabalho, constroem o progresso; a outra, a dos heróis da ciência cujas conquistas ampliam o espaço para a evolução da humanidade. […] Livro cuja simplicidade deriva de uma profunda sabedoria de vida, este é um dos que seduzem o leitor.”
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(Julieta de Godoy Ladeira, O desafio de criar – o sonho e o chão da palavra escrita.)
“Diversos prêmios, na década de 80, foram patrocinados e oferecidos por empresas ou instituições culturais. Sempre há uma revoada de prêmios. Desses, o romance Mil corações solitários, de Hugo Almeida, 1988, surge com as principais características que diríamos dos anos 80 (multiplicação de focos, clipes, visão crítica, invasão do cotidiano, rebeldia formal etc.) e mais projeções de uma personalidade literária original.”
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(Elisa Guimarães, “Original técnica de construção”, Cultura, O Estado de S. Paulo, 27/8/1988.)
“O que talvez desperta maior admiração é a originalidade da técnica de construção da obra [Mil corações solitários]. Múltipla, abarcando vários tons, sua essência recapitula um mundo de desencontro, onde Níobe – vítima da imposição paterna – rumina desditas de um casamento malogrado. […] Uma estrutura sabiamente elaborada – marca de quem entende do ofício de ‘escrever romance’ – romance de primeira qualidade, original, curiosíssimo.”
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(Alexandra d’Orsi, “Vale das ameixas, à sombra dos seios em flor”, Triplov)
“A leitura de Vale das ameixas (Editora Sinete, São Paulo, 2024), do escritor Hugo Almeida, exige concentração integrada de amorosidade: mente e coração abraçados, pois as personas narrantes são muitas, criando um dédalo de alta sofisticação narrativa, em fluxo enredante de consciência (s). Mas compensa, e bastante, atravessar esse Vale. Recompensa.”