Comentários de leitores de H. A.
-
(Harley Farias Dolzane, na orelha do ensaio livre de H.A.)
“A voz dos sinos é uma contribuição valiosa para os estudos literários brasileiros, especialmente no ano [2024] do centenário de Osman Lins. Este livro celebra o talento do escritor e inspira uma nova geração a explorar a riqueza e a profundidade de sua obra.”
-
(Renan Barros, autor do romance Ermo e Solidão.)
“Li seu último romance, Vale das Ameixas. Gostei muito! Que começo impactante e que homem complexo é o Timo! Sem dúvida, a estrutura narrativa é desafiadora, mas isso só torna o livro ainda mais interessante. Ainda tenho de ler o seu ensaio a respeito de Osman Lins (está na minha lista de leituras). Eu li A Rainha dos Cárceres da Grécia, como me aconselhou. De fato, uma leitura complexa e excelente.”
-
(Nelly Novaes Coelho, Dicionário crítico da literatura infantil e juvenil brasileira.)
“Em tom de conversa, frases curtas, pensamentos suspensos, ternura e bom humor, a narrativa [Viagem à Lua de canoa] vai pondo em confronto dois tipos de viagens que se misturam no processo evolutivo da vida, do mundo: uma, a dos heróis anônimos que, com seu trabalho, constroem o progresso; a outra, a dos heróis da ciência cujas conquistas ampliam o espaço para a evolução da humanidade. […] Livro cuja simplicidade deriva de uma profunda sabedoria de vida, este é um dos que seduzem o leitor.”
-
(Julieta de Godoy Ladeira, O desafio de criar – o sonho e o chão da palavra escrita.)
“Diversos prêmios, na década de 80, foram patrocinados e oferecidos por empresas ou instituições culturais. Sempre há uma revoada de prêmios. Desses, o romance Mil corações solitários, de Hugo Almeida, 1988, surge com as principais características que diríamos dos anos 80 (multiplicação de focos, clipes, visão crítica, invasão do cotidiano, rebeldia formal etc.) e mais projeções de uma personalidade literária original.”
-
(Elisa Guimarães, “Original técnica de construção”, Cultura, O Estado de S. Paulo, 27/8/1988.)
“O que talvez desperta maior admiração é a originalidade da técnica de construção da obra [Mil corações solitários]. Múltipla, abarcando vários tons, sua essência recapitula um mundo de desencontro, onde Níobe – vítima da imposição paterna – rumina desditas de um casamento malogrado. […] Uma estrutura sabiamente elaborada – marca de quem entende do ofício de ‘escrever romance’ – romance de primeira qualidade, original, curiosíssimo.”
-
(Alexandra d’Orsi, “Vale das ameixas, à sombra dos seios em flor”, Triplov)
“A leitura de Vale das ameixas (Editora Sinete, São Paulo, 2024), do escritor Hugo Almeida, exige concentração integrada de amorosidade: mente e coração abraçados, pois as personas narrantes são muitas, criando um dédalo de alta sofisticação narrativa, em fluxo enredante de consciência (s). Mas compensa, e bastante, atravessar esse Vale. Recompensa.”
-
(Guiomar de Grammont, escritora várias vezes premiada, doutora em Literatura Brasileira pela USP, professora aposentada pela Universidade Federal de Ouro Preto, curadora de eventos literários. Mais pesado que o ar, de poemas, é o seu livro mais recente.)
“Eu amei o Vale das ameixas! Acho que há poucos livros tão densos na literatura contemporânea. Meus parabéns!”
-
(Mariana Santiago é graduada em Letras pela Universidade Bandeirante de São Paulo (2010), professora em exercício, cultora de Osman Lins. Deve lançar neste ano seu primeiro livro de poemas, Uma centelha do recôndito percurso, do Veneno Livre.)
“Quando um livro nos fascina, não hesitamos em recomendá-lo a todos. Esse desejo de compartilhar o tesouro da boa literatura explica por que insistimos tanto! Hugo escreveu seu segundo romance para adultos, Vale das ameixas, objetando um leitor capaz de responder com cumplicidade. Linguagem cativante, não figura um alfarrábio poeirento, mas livro vivo! Do âmago fabuloso, fabuloso poder fabular os avessos da realidade! A literatura como experiência apta, carregando em suas entranhas ambiguidades trazidas da vida. Na ficção, a suspensão temporária do real a torna imbricada em realidades diversas.”