Comentários de leitores de H. A.
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(Ronaldo Cagiano, “BH é cenário do novo livro de Hugo Almeida”, Estado de Minas.)
“Quem quiser saber o que é um escritor de texto e não de contexto; de linguagem e não de bandeiras e militâncias, tem que ler Vale das ameixas. Uma obra no melhor e mais profundo sentido.”
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(Adelto Gonçalves, “Vale das ameixas, um mergulho proustiano”.)
“Narrado na primeira pessoa e com um ritmo extremamente rápido, como se fossem anotações esparsas do protagonista, [Vale das ameixas] é um longo monólogo interior em que o fluxo de consciência escorre de forma prazerosa e é acompanhado, ao final, por intervenções igualmente em primeira pessoa de um filho legítimo (Zacarias) e de outro presumível (Túlio), feitas já depois de sua morte.
A escolha do autor por um protagonista típico do romance lírico explica-se pelo seu conhecimento profundo da obra de Osman Lins, tema de sua tese de doutoramento em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), em 2005. Mas, obviamente, não se trata de um pastiche, ou seja, de uma imitação aberta do estilo de outros autores. […] Embora não se possa confundir o narrador-personagem com o autor, há na obra citações de vários nomes que já fizeram parte da vida ou intervieram com o escritor em épocas diversas, o que permite concluir que muitas das histórias são narradas por um alter ego, numa prosa que o escritor e editor Whisner Fraga, em texto publicado nas abas do livro, reputa como uma das ‘mais elegantes da literatura brasileira contemporânea’.”
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(José Xavier do Nascimento Filho, ao avaliar com 5 estrelas Viagem à Lua de canoa, de H.A., na Amazon.)
“Primeiro livro que eu li completo, simplicidade incrível.”
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(Whisner Fraga, escritor, editor na Sinete. Autor de vários livros, entre eles as fomes inaugurais, minicontos.)
“benditos e malditos os frutos do ventre da memória, o ancião refaz [em Vale das ameixas, de H. A.] percursos alojados em algum compartimento do cérebro, os reinterpreta, os revive, muitas vezes, e, finalmente, os escreve. […] existiram estes vales encravados nos calabouços do tempo, ressurgidos nos escaninhos das reminiscências, analisados nas sinapses dos raciocínios e tornados públicos em um diário íntimo? […] seu timo, conte tudo, como você fez para se dissolver nas tortuosidades do desejo? você, leitor, se embrenhe neste labirinto de vestígios: as respostas estão na sua leitura.”
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(Ralph Peter, Livros em Revista.)
“Hugo Almeida, jornalista e doutor em literatura nacional, trouxe ao mundo um romance [Vale das ameixas, Editora Sinete] sociofamiliar em elevado estilo, muito bem urdido. Esbanja cultura multifacetada, riqueza retalhista sem tornar-se enfadonho. Em determinadas partes o leitor poderá pensar estar diante de um conto, dentro do ‘sistema’, como se fora metalinguagem. Apesar do seu grosso calibre, dada sua pena fluida, elegante, lê-se rapidamente. Reflexivo, ao seu término remanesce um sabor gostoso e pena por ter findado. Destaque-se também a riqueza editorial que ajuda a completar a obra. Muito bom!!”
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(Ronaldo Cagiano, escritor brasileiro residente em Portugal, autor de Eles não moram mais aqui, contos, Prêmio Jabuti 2016, e de vários outros livros, em “O que ficou fora do debate”, SP Review.)
“Essa obra [Vale das Ameixas, de Hugo Almeida (Editora Sinete, 2024)] constitui-se num puzzle narrativo, um verdadeiro monumento à linguagem, injustamente negligenciada pela crítica e mídia. Meticuloso como um ourives, o autor constrói uma história híbrida na forma e densa no conteúdo, destacando-se pelo seu vigor, carga semântica e metafórica e pela tensão de uma história, cujo enredo culmina num poderoso escrutínio das inquietações existenciais e metafísicas de seus personagens.”
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(Jaime Pereira Silva, jornalista, São Paulo.)
“Tive o prazer de ‘triler’ Mil corações solitários e me diverti ainda mais. Muito legal essa mescla de assuntos colorindo a história e as vidas dos narradores (se fosse cinema, diria personagens). As cartas da Níobe são um show à parte.”
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“Mil Corações Solitários é um livro raro: delicado sem ser frágil, rigoroso sem ser árido, emocional sem ser sentimentalista. Acredita no amor como forma de lucidez – e talvez seja essa a sua grande revelação.”
(Lara Passini Vaz-Tostes, “‘Mil Corações Solitários’: O Silêncio que Respira”, Baía da Lusofonia.)