Corações solidários

Comentários de leitores de H. A.

  • “Cebola que se despe e não amarga,

    Camadas do romance de Hugo Almeida,

    Raízes de carvalho e gameleira

    Tudo se conecta e se entrelaça.

    ***

    O que aparenta disperso se aclara

    nas cartas e na rede de Renês;

    pessoa parecida com parede;

    minas de verdades essenciais.

    ***

    Segregando nomes: Diana, Níobe;

    os centímetros cúbicos do universo;

    entranhas da humana cartografia.

    ***

    Na gama dos sentimentos e das épocas,

    jamais o olhar que destrua a alegria,

    mas a luz e a magia do convívio.”

    (Caio Junqueira Maciel, “Soneto desentranhado de Mil corações solitários”.)

  • “Finalizei a leitura do Mil corações… Que nome você escolheu pra personagem, hein? Níobe, nunca vi, nem ouvi, nada parecido. Que leitura ligeira. Que imaginação e criatividade para escrever cartas! Parabéns. Entendi por que o romance foi duas vezes premiado. Claro, mereceu sim uma nova edição.”

    (Marcelo Guedes Dupin, o “Zen”, técnico agrícola, geógrafo e escritor. Itambacuri-MG.)

  • “‘Ou se mergulha naquilo, ou larga de vez’, Hugo escreve logo no começo, que também faz referência ao fim de Mil corações solitários, desde o título do primeiro capítulo (‘É o fim’). Esse recurso lembra de certo modo a técnica jornalística, em que se procura resumir a história em duas ou três frases iniciais precisas e atrativas para conclui-la voltando-se ao começo, num movimento circular. O meio, que esconde o ‘segredo’, se compõe das vozes sem eco dos corações solitários, oprimidos. Como se a vida mesma só pudesse existir individualmente, dividida em seres independentes uns dos outros. A libertação do ‘cárcere’ só aconteceria com a morte do opressor. A linha temporal em que as personagens transitam não por acaso coincide com o período mais macabro da história recente do país, que, mesmo em meio à abertura política, continuou fazendo vítimas. Pelo menos uma das personagens, Ana, não conseguiu transpor o portal. Mas Mil corações solitários também faz rir em passagens até sarcásticas, como a que reproduz suposta notícia de jornal: ‘Coca-cola mata bebê’, frase que se refere a um acidente doméstico, mas que imediatamente nos leva a pensar nos riscos à saúde associados ao refrigerante.”

    (Celia Demarchi, jornalista, São Paulo.)

  • “Comecei a ler Mil Corações Solitários e estou encantada com o modo como a linguagem se move no livro – há uma força silenciosa nas entrelinhas, um ritmo que parece respirar junto do que é dito e do que fica por dizer. Sua escrita é distinta, instigante, feita de pausas e sutilezas que dão corpo à solidão humana com rara sensibilidade.

    Níobe, em especial, me impressionou. Há algo profundamente verdadeiro na forma como ela se expõe e se protege, como se cada carta fosse um espelho que revela o íntimo e o disfarce. É uma personagem que permanece – mesmo quando o texto se encerra, ela ainda pensa em nós.

    Parabéns pelo livro, pela coragem da forma e pela delicadeza com que faz a dor falar em voz baixa. É bonito ver uma escrita que não teme o silêncio, que confia na densidade da palavra.”

    (Lara Passini Vaz-Tostes, autora, entre outros livros, de Por Dentro, Onde Os Nomes Nascem, Mitos investidos e O lugar que não existe [mas sou eu]. Belo Horizonte.)

  • “Li Mil Corações Solitários. Encantado com esse romance. Que liberdade de forma, que riqueza de assuntos, que análises profundas e ao mesmo tempo divertidas. Que pegada poética!! Livro de fechar o comércio.

    Não preciso te dar parabéns, porque as Musas certamente já te deram.

    O livro é realmente sensacional. Fazia tempo que eu não lia um romance com tamanho prazer. E não é um livro fácil, pelo contrário, é repleto de sugestões formais e estilísticas. Verdadeira façanha você conseguiu, um livro de vanguarda prazeroso de ler.”

    (Alberto Mawakdiye, jornalista e escritor, autor de O Saxofone de Trèves, As Fúrias, A Garçonete de Olhos de Espantalho e outros livros. São Paulo.)

  • “Com prazer li Mil corações solitários em três dias, agradavelmente puxado pela sua inovadora narrativa. O companheiro mostrou maestria desde cedo (1988 e antes). Me impressionou o jogo de insights, narrativas, e como você deu forma lógica e cativante de quem lê. Senti após que você, além de muita inspiração, teve um grande trabalho de ‘arquitetura’, como falou Elisa Guimarães.”

    (Roberto Souza, engenheiro, Salvador.)

  • “Em quarta edição pela Editora Sinete, Mil corações solitários, de Hugo Almeida, é um romance magnífico. […] Vá ao site da Sinete e compre o seu exemplar.

    (Whisner Fraga, escritor e editor.)

  • Esse romance [Mil corações solitários] é belíssimo. Vale a pena lê-lo, relê-lo.”

    (Telma Garcia Reis, dona de casa, Belo Horizonte.)