Comentários de leitores de H. A.
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“Cebola que se despe e não amarga,
Camadas do romance de Hugo Almeida,
Raízes de carvalho e gameleira
Tudo se conecta e se entrelaça.
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O que aparenta disperso se aclara
nas cartas e na rede de Renês;
pessoa parecida com parede;
minas de verdades essenciais.
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Segregando nomes: Diana, Níobe;
os centímetros cúbicos do universo;
entranhas da humana cartografia.
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Na gama dos sentimentos e das épocas,
jamais o olhar que destrua a alegria,
mas a luz e a magia do convívio.”
(Caio Junqueira Maciel, “Soneto desentranhado de Mil corações solitários”.) -
(Marcelo Guedes Dupin, o “Zen”, técnico agrícola, geógrafo e escritor. Itambacuri-MG.)
“Finalizei a leitura do Mil corações… Que nome você escolheu pra personagem, hein? Níobe, nunca vi, nem ouvi, nada parecido. Que leitura ligeira. Que imaginação e criatividade para escrever cartas! Parabéns. Entendi por que o romance foi duas vezes premiado. Claro, mereceu sim uma nova edição.”
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(Celia Demarchi, jornalista, São Paulo.)
“‘Ou se mergulha naquilo, ou larga de vez’, Hugo escreve logo no começo, que também faz referência ao fim de Mil corações solitários, desde o título do primeiro capítulo (‘É o fim’). Esse recurso lembra de certo modo a técnica jornalística, em que se procura resumir a história em duas ou três frases iniciais precisas e atrativas para conclui-la voltando-se ao começo, num movimento circular. O meio, que esconde o ‘segredo’, se compõe das vozes sem eco dos corações solitários, oprimidos. Como se a vida mesma só pudesse existir individualmente, dividida em seres independentes uns dos outros. A libertação do ‘cárcere’ só aconteceria com a morte do opressor. A linha temporal em que as personagens transitam não por acaso coincide com o período mais macabro da história recente do país, que, mesmo em meio à abertura política, continuou fazendo vítimas. Pelo menos uma das personagens, Ana, não conseguiu transpor o portal. Mas Mil corações solitários também faz rir em passagens até sarcásticas, como a que reproduz suposta notícia de jornal: ‘Coca-cola mata bebê’, frase que se refere a um acidente doméstico, mas que imediatamente nos leva a pensar nos riscos à saúde associados ao refrigerante.”
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(Lara Passini Vaz-Tostes, autora, entre outros livros, de Por Dentro, Onde Os Nomes Nascem, Mitos investidos e O lugar que não existe [mas sou eu]. Belo Horizonte.)
“Comecei a ler Mil Corações Solitários e estou encantada com o modo como a linguagem se move no livro – há uma força silenciosa nas entrelinhas, um ritmo que parece respirar junto do que é dito e do que fica por dizer. Sua escrita é distinta, instigante, feita de pausas e sutilezas que dão corpo à solidão humana com rara sensibilidade.
Níobe, em especial, me impressionou. Há algo profundamente verdadeiro na forma como ela se expõe e se protege, como se cada carta fosse um espelho que revela o íntimo e o disfarce. É uma personagem que permanece – mesmo quando o texto se encerra, ela ainda pensa em nós.
Parabéns pelo livro, pela coragem da forma e pela delicadeza com que faz a dor falar em voz baixa. É bonito ver uma escrita que não teme o silêncio, que confia na densidade da palavra.”
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(Alberto Mawakdiye, jornalista e escritor, autor de O Saxofone de Trèves, As Fúrias, A Garçonete de Olhos de Espantalho e outros livros. São Paulo.)
“Li Mil Corações Solitários. Encantado com esse romance. Que liberdade de forma, que riqueza de assuntos, que análises profundas e ao mesmo tempo divertidas. Que pegada poética!! Livro de fechar o comércio.
Não preciso te dar parabéns, porque as Musas certamente já te deram.
O livro é realmente sensacional. Fazia tempo que eu não lia um romance com tamanho prazer. E não é um livro fácil, pelo contrário, é repleto de sugestões formais e estilísticas. Verdadeira façanha você conseguiu, um livro de vanguarda prazeroso de ler.”
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(Roberto Souza, engenheiro, Salvador.)
“Com prazer li Mil corações solitários em três dias, agradavelmente puxado pela sua inovadora narrativa. O companheiro mostrou maestria desde cedo (1988 e antes). Me impressionou o jogo de insights, narrativas, e como você deu forma lógica e cativante de quem lê. Senti após que você, além de muita inspiração, teve um grande trabalho de ‘arquitetura’, como falou Elisa Guimarães.”
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(Whisner Fraga, escritor e editor.)
“Em quarta edição pela Editora Sinete, Mil corações solitários, de Hugo Almeida, é um romance magnífico. […] Vá ao site da Sinete e compre o seu exemplar.”
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(Telma Garcia Reis, dona de casa, Belo Horizonte.)
“Esse romance [Mil corações solitários] é belíssimo. Vale a pena lê-lo, relê-lo.”