Corações solidários

Comentários de leitores de H. A.

  • “Acabei de reler Mil corações solitários. O encantamento meu por ele redobrou. Maravilha! É muito bom que tenha sido reeditado nos tempos atuais! Parabéns pela reedição do romance, enriquecida com o resgate da crítica da época.”

    (Sandra Nitrini, professora de Literatura Comparada na USP, autora de Poéticas em confronto: Nove, novena e o novo romance.)

  • “Hugo Almeida indaga: o que há de mais sagrado

    do que o palavra que fica, eterna e forte,

    e a sua ânsia em buscar a liberdade

    assim como Osman Lins fez em toda a sua obra?

    ***

    E sagrado é o sino, signo que ressoa

    Segredos, mistérios, aura de religiosidade,

    Belezas sob a carapaça protetora

    E as abissais regiões onde a alma arde.

    ***

    Enquanto vou e venho de um livro ao outro

    Entre intertextos e transfigurações

    É que percebo na argila o perene sopro.

    ***

    A plenitude brota nessas criações

    Dádiva de um texto artístico, cristalino

    Poético, trabalho de ourives, sinfonia.”

    (Caio Junqueira Maciel, “Soneto desentranhado da leitura de A voz dos sinos”)
  • “Parabéns, Hugo!

                Vale das Ameixas é um verdadeiro presente para a literatura brasileira e para todos nós, leitores. É daqueles livros que permanecem com a gente muito além do ponto final. É uma obra valiosa, que provoca reflexão e emociona, especialmente quem aprecia uma literatura densa e sensível.

                A presença forte da memória e da nostalgia no velho Harley, apelidado de Timo, nos puxa pela manga e nos convida a mergulhar em um universo rico, com seus medos, saudades e amores. Mas não é só ele quem ocupa as páginas intensas do livro: há uma multiplicidade de vozes e ecos que enriquecem o espaço narrativo e que me tocaram profundamente, como a voz de dona Benedita, a fiel empregada da casa.

                Fragmentado e exigente, o livro se constrói com uma estrutura desafiadora e uma linguagem refinada, que me proporcionaram uma leitura intensa e envolvente. Em cada página, senti o cuidado com as palavras, o domínio técnico da narrativa e, acima de tudo, sua alma poética e erudita pulsando em tudo. Como não se encantar com uma escrita tão sensível e poderosa quanto a sua?

               Vale das Ameixas não lhe pertence mais. A história do Timo – tão fragmentada, interna e geograficamente – vai percorrer outros caminhos, tocar outros corações, aqui e lá distante… tão longe quanto a Polônia dele.

                Desapegue-se logo! O livro não é mais seu. É nosso!”

    (Jussara de Queiroz, autora de A felicidade é um inferno e outros livros.)
  • “Reli esta semana passada o Mil corações solitários. Depois de tantos anos, os pilares do romance se mantêm sólidos. Naturalmente, eu já não lembrava os detalhes da vida de Níobe e Gamaliel, muito menos dos filhos deles. Então, foi como ler um novo romance. É bom constatar que a obra resiste à passagem do tempo. Foi uma experiência extraordinária revisitar o romance tantos anos depois, com boa parte dos fatos ficcionais desaparecida da memória.”

    (Carlos Machado, poeta e jornalista. Autor de vários livros de poemas, como Cicatrizes e Cais de memória, e editor do boletim quinzenal poesia.net)

  • A escritora Clara Arreguy comentou o romance Vale das ameixas, de H.A., no seu site Resenhas da Clara, em 17 de setembro de 2025. “Um livro tão diferente de tudo que a gente tem lido.”

    (Clique aqui para assistir ao vídeo. Dura 12 minutos.)

  • A contracapa da 4ª edição de Mil corações solitários, de H.A., traz o poema “Corações solitários”, de Carlos Machado, que o escreveu quando leu a primeira edição do romance..

    (Machado é autor de vários livros de poemas, como Cicatrizes e Cais de memória, e edita o boletim quinzenal poesia.net.)

  • “Estou lendo o seu livro A voz dos sinos com deslumbramento. O seu texto é claro como água corrente, e as suas análises são ao mesmo tempo concisas e abrangentes. Eu tenho o defeito de ler os livros que me interessam pulando capítulos, procurando no índice os temas que me pegam mais. Assim, li praticamente todo o seu livro, pulando que nem um sapo de lá pra cá. O problema é que, se este tipo de leitura dá mais prazer, impede a compreensão total do trabalho. Fica tudo muito fragmentado na cabeça. Vou viajar pra um colônia de férias no final do mês e vou levar o seu livro pra ler de enfiada. Do Osman Lins, além do Avalovara, quero ler o Guerra sem testemunhas. Um escritor falando do ofício, e do nível dele, não é coisa que deva se perder.”

    (Alberto Amawakdiye, escritor, autor de O mapa-múndi aos pés da cama, poemas, e outros livros.)

  • “O romance [Vale das ameixas] de Hugo Almeida não subestima a inteligência do leitor ao apresentar as confissões e reflexões do personagem principal, o polonês Harley Tymozwski, apelidado como Timo, ao longo de uma vida como professor de literatura exilado no Brasil. De fato, o autor adota uma estrutura fragmentada e de cunho metalinguístico, não linear no tempo, com múltiplas vozes narrativas, além de referências culturais das áreas de filosofia, literatura, pintura, música, cinema e teatro, sempre comentando sobre o contexto sociopolítico e histórico, no Brasil e no mundo, por exemplo a ocupação nazista da Polônia e o genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, assim como o período de repressão militar e da guerrilha do Araguaia em nosso país.”

    (Alexandre Kovacs, “um engenheiro que adora ler e acumular livros”. Blog Mundo de K.)