Comentários de leitores de H. A.
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(Álvaro Cardoso Gomes, “A Solidão Compartilhada”, Baía da Lusofonia.)
“Com este romance inovador, Mil Corações Solitários, ao emular com ironia a escrita sentimental dos folhetins, Hugo Almeida irrompeu no panorama da literatura brasileira moderna com audácia e coragem, dando assim um vigor novo à nossa ficção.”
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(Alexandre Kovacs, em Mundo de K.)
“Hugo Almeida nos surpreende com a construção deste romance original [Vale das ameixas], tanto na forma quanto no conteúdo. Uma obra rara na cena contemporânea nacional e internacional e que certamente irá demandar alguma bagagem cultural prévia ou pesquisa complementar para o completo entendimento. Apesar da complexidade, uma leitura prazerosa e muito recomendada para todos que amam a vida e a arte, posso garantir. Peço ajuda ao texto de apresentação de Whisner Fraga que resume bem a questão: ‘Benditos e malditos os frutos do ventre da memória […] Há tantos filtros, tantas intercorrências, tantos ruídos nestas confissões, que o próprio narrador se dilui diante do extravasamento de uma nova consciência única e, paradoxalmente, múltipla’.””
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(Ronaldo Cagiano, “Vale das ameixas (ou o Triunfo da linguagem)”, Revista Caliban.)
“Seus protagonistas, o melancólico e nostálgico professor Harley Thymozwski, o Timo, um exilado territorial e geográfico, fugitivo de guerra; e sua empregada Benedita, figura emblemática, uma espécie de antena cuja interlocução dá sentido primordial à humanidade dos sentimentos e das idas e vindas das recordações e confissões, norteiam Vale das ameixas, num espectro circular em que forma e conteúdo harmonizam um inegável pout pourri de profundos questionamentos sobre a vida e o lugar da própria arte e da literatura em tempos sombrios.
No decurso da leitura, essa escrita demiúrgica, pungente, intertextual e metalinguística de Hugo Almeida não apenas cuida, em clave fragmentária, das relações dos protagonistas com o presente e o passado e de suas observações críticas e pulsões questionadoras, mas atravessa-lhe uma consciência estética primordial, na relação do autor com as diversas linguagens e seus signos, numa visão ampliada sobre vertentes socioculturais que vão da literatura ao cinema, da música ao teatro, da fotografia às artes plásticas, da ciência à política, da religião à epistolografia.”
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(Marta Barbosa Stephens, autora do romance As viúvas passam bem.)
“Li seu Vale das Ameixas! Como sempre atrasada nas leituras importantes, mas eu precisava ler com calma. Achei o livro maravilhoso! Que esmero narrativo. Parabéns! Não sobra nada, não falta nada. O protagonista é um anti-herói sobre quem queremos saber mais. Tive que parar a leitura algumas vezes para entender as referências a artistas poloneses – e adorei essa janela! Achei um livro instigante, no melhor estilo Amarelinha [O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar] e, claro, também vejo a inspiração osmaniana. Fantástico! Realmente, uma alegria essa leitura! Parabéns por essa obra-prima!”
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(Lara Passini Vaz-Tostes, autora de Mitos investidos e O lugar que não existe [mas sou eu].)
“A maneira como descreveu o site – como uma tentativa de rede silenciosa, de ecos e encontros – revela não apenas sua visão sobre a literatura, mas também sua generosidade como leitor e autor. É raro encontrar alguém que compreenda tão finamente a intenção que pulsa por trás de um gesto literário.”
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(Paula Barbosa, professora, São Paulo.)
“Oi, Hugo, só agora [julho de 2025] consegui acabar de ler o seu livro sobre Osman Lins [A voz dos sinos]. Gostei muito de seguir o seu olhar tão próximo e carinhoso a respeito do autor e da obra, perseguindo os temas por toda a obra e trazendo outras leituras críticas. Esse último semestre foi bem corrido e de bastante trabalho.”
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(Valentim Facioli, na orelha de Porto Seguro, outra história, de H.A.)
“Esta novela de Hugo Almeida – escritor talentoso, autor de diversos livros – narra a aventura de um engenheiro construtor de estadas e de cais. Trata-se, no caso, de abrir uma estrada, ainda de terra, para ligar Porto Seguro ao restante do país, e de proteger a cidade do avanço do mar. Trabalhos feitos com machados, picaretas, enxadas, pás e lombo de burros, num tempo ainda de poucas máquinas.
As aventuras são narradas pelo neto do engenheiro responsável pelas obras. Na narrativa convive um cruzamento de memórias (contadas pelo avô) e da imaginação (trabalho literário do neto). A estrutura da novela se organiza no ritmo e no processo das construções. O leitor convive, assim, com duas tarefas: a do engenheiro e a do escritor.
A linguagem clara, quase transparente, e ainda assim sensível ao pitoresco regional e de época, informa os passos desses dois trabalhos e faz sobressair justamente o valor do trabalho.”
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(Octavio de Faria, em carta a H.A. sobre seu livro de estreia, Globo da morte, 1975.)
“Contos estranhos, diferentes. Verdadeiros pedaços de vida, vivos, quentes. O que mais me impressiona, em todos eles, é o autor que está por detrás deles. E como sabe escrever!”